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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Transição de Vida - Os sintomas da morte fisica



Todas as tradições falam sobre a morte fisica e o que se passa nesse momento de transição.

Mas os ''especialistas'' neste tema são as Tradições Tibetana e Egipcia

No Tibete existiam mesmo Guias Espirituais para estar ao lado do morto e acompanhar-guiar esta transição.

Os  sintomas da morte

Os sintomas principais da morte que devem ser vivenciados em vida para na hora da morte eles serem reconhecidos, enfrentados e aceites são:

1) A terra a desaparecer na água. Fisicamente é uma sensação de pressão.
O elemento Terra, de cor amarela, dissolve o  elemento água. A pessoa que está morrendo, simultaneamente, vê amarelo e se sente fraco e incapaz de suportar, como se tudo à sua volta estivesse se desmoronando.

2) A água a desaparecer no fogo. Sensação fisica de frio húmido como se estivessemos imersos em água, que gradualmente entra num calor fervente.
O elemento de água dissolva o elemento fogo. Interiormente a pessoa a morrer vê branco e exteriormente, tudo à sua volta parace inundado em água. Neste ponto, a face e a garganta secam e surge uma grande sede.

3) O fogo desaparecendo no ar. Como se o corpo explodisse em pedaços, em átomos pelo universo. Completa dispersão da individualidade e quebra da unidade corporal.
O elemento do fogo dissolve-se no elemento ar. Interiormente a pessoa a morrer vê  vermelho enquanto exteriormente tudo está em fogo. A pessoa sente uma sensação de ardor como se o calor do corpo se dissipasse.

4)  O elemento de ar dissolve-se em elemento de espaço ou éter. A pessoa que está morrendo interiormente vê verde e exteriormente à sua volta, tudo anda num grande vendaval e ouvem-se grandes trovões.

5) O éter se dissolve na consciência, fenômenos tornam-se escuros e momentaneamente a consciência se perde, como num desmaio.

Estes sintomas são acompanhados por perda de controle no corpo, dos músculos, da audição, da visão, com a respiração a tornar-se convulsiva momentos antes da quebra de consciência, o chamado estertor da morte.

No momento da morte ocorrem sinais externos e internos de dissoluções de energia.

Primeiro dissolve-se o elemento terra no elemento água.
O sinal externo é que se perde a capacidade de mover os braços ou controlar o corpo e há uma aparência de relaxamento total. Há uma sensação como se o corpo se estivesse afundando na terra.
O sinal interno é uma visão tendo uma qualidade tipo miragem.

 Em seguida, o elemento água dissolve-se no elemento fogo.
O sinal externo é a secura da boca, do nariz e da língua.
O sinla interno é uma visão como de uma fumaça.

Depois o elemento fogo dissolve-se no elemento ar.
O sinal externo é que o calor do corpo começa a baixar, a partir das extremidades em direção ao coração.
O sinal interno é uma visão como a de ver faíscas, ou de ver um aglomerado de pirilampos.

Em seguida o elemento ar do pensamento conceitual dissolve-se em mente.
Aqui dissolvem as energias vitais que suportam o pensamento conceitual em consciência.
O sinal externo é que uma respiração longa é exalada, e o corpo parece incapaz de inalar. Mesmo se consegue inalar, o faz muito superficialmente.
O sinal interno é uma visão de uma luz que se assemelha à luz de uma lamparina de manteiga que não se mexe com o vento em movimento.

Depois ocorre o primeiro vazio, conhecido simplesmente como "vazio".
Esta é a experiência da visão conhecida como "aparência".
O sinal interno é de brancura, como ver o luar em um céu sem nuvens.

A consciência de "aparência" então se dissolve no segundo vazio, conhecido como "muito vazio."
Esta é a experiência da visão conhecida como "proximidade".
A visão interior é de uma luz vermelha amarelada, como o de luz ao amanhecer.

Isto se dissolve para o terceiro vazio, "o grande vazio," que está ligado á experiência da visão conhecida como "próxima realização."
A visão interna é de total escuridão, como o de um céu noturno permeado por trevas espessas.
A pessoa tem uma sensação de desmaio e perde a consciência.

Depois a pessoa emerge da escuridão e do estado de inconsciencia e surge a experiência de "vazio absoluto", também denominado de " Clara luz".
A visão é de uma cor como resultante da mistura das luzes do sol e da lua num céu livre de toda a escuridão, como o céu claro ao amanhecer.

Pessoas comuns podem ficar com esta consciência de luz clara apenas por uma mera fração de segundo antes de seus instintos cármicos e o dessassossego psicológico os puxar para longe dela.

O yogi aprende a manter-se nela por um período prolongado de tempo.


  
QUADRO DAS DISSOLUÇÕES DE ENERGIA NA MORTE

As 4 Dissoluções elementais

Dissolução                                    Sinal externo                                           Sinal interno

Terra na água                                     corpo perde força                                     como ver uma miragem 
Água no fogo                                  secura, lingua seca e enrugada                           como fumaça
Fogo no ar                                        temperatura do corpo baixa                     como pirilampos a piscar
Ar na mente                                            longa expiração                      como a luz imóvel de uma lamparina

As 4 Dissoluções do ‘vazio’

Nome                                                                                                     Sinal interior

1º vazio, aparência                                                                            flash de luz branca
2º vazio, proximidade                                                                       flash de luz vermelha 
3º vazio, realização                                                                           total escuridão
4º vazio, Clara Luz da morte                                        Clara Luz 


sábado, 14 de abril de 2018

Fases da Morte - Parte 3 - Encarnação


REENCARNAÇÃO


Quando chega o momento em que a Alma ou Ego Espiritual, na sua marcha contínua para mais alto e mais profundo, deixa para trás o corpo emocional da mesma forma como deixou o corpo físico por ocasião da morte, processa-se então o que se chama de morte astral ou segunda morte.

A retirada do Ego Espiritual vai progressivamente paralisando as funções do corpo astral, a começar pelas mais densas, que assim se desagregam à medida que a consciência se retira, por um esforço semiconsciente do mesmo Ego. 
É desta maneira que o homem se liberta gradualmente desse veículo, até deixá-lo totalmente e ingressar no Mundo Mental.

Durante a sua estadia no Plano Emocional o Espírito purificou e assimilou tudo quanto havia de puro e assimilável nas emoções e sentimentos do corpo astral, de maneira que o que restará deste será um simples resíduo, um cascão de que a Tríade Superior (Espírito – Intuição – Mental Abstracto) se liberta facilmente, passando a vibrar num nível imediatamente superior onde também purificará e assimilará tudo quanto de puro e assimilável o homem pensou enquanto ser carnal.

Ao passar do Astral ao Mental pelo fenómeno da segunda morte, o homem não leva consigo as características emocionais, pois que a matéria astral não pode existir no Plano Mental e a matéria deste não pode responder às emoções grosseiras das paixões e desejos inferiores.

Tudo quanto no homem se exprimiu como inferior ou de baixo padrão vibratório, fica em estado latente no átomo-semente mental que entretanto já absorveu o átomo-semente astral, e assim fica durante toda a sua vida celeste.

É assim que, quando termina a vida astral, os elementos vitais retiram-se desse corpo abandonando-o à desagregação enquanto o seu átomo-semente se aloja no Corpo Causal ou Mental Superior.

Nos casos da maioria dos homens comuns, uma parte da sua matéria mental acha-se de tal modo misturada com a matéria astral (o que se chama kama-manas ou psicomental) que se torna impossível separá-las de imediato.

Daí decorre que uma porção da matéria mental fica no corpo emocional após a partida da  Alma ou Ego Espiritual, facto muito semelhante ao que ocorre na primeira morte.

No caso em que o homem, durante a sua vida, subjugou completamente os seus desejos inferiores e conseguiu libertar inteiramente o mental de todos eles, acontece que não terá nenhuma dificuldade em abandonar o corpo astral, levando consigo não só quanto trouxe para essa encarnação particular como o conjunto de todas as experiências, faculdades, etc., adquiridas.



Neste ponto, devo informar antes do mais que quanto maior for a duração de uma alma no Plano Astral mais depressa ela acabará por esquecer a sua última vida terrena, de que não se lembrará absolutamente nada quando se transfere ao Plano Mental, e cuja memória, ou melhor, as impressões psicomentais dessa mesma vida ficam registadas no seu átomo-semente causal, sendo quem irão determinar as condições da sua reencarnação futura.

Só os Grandes Adeptos e Iniciados conservam a memória das vidas passadas, mesmo quando encarnam, por manterem uma consciência ininterrupta dos vários níveis do Ser.

Terminada a acção das causas que levaram o Ego Espiritual ao Plano Mental, completamente assimilados os frutos das experiências colhidas nos Planos inferiores, passado algum tempo começa a surgir no Ser o desejo natural de se objectivar nos Mundos das Formas.

A este desejo, que tanto para o indivíduo como para o Cosmos é a causa primária da reencarnação e da manifestação, os hindus dão o nome de trishna.

Esse desejo nasce, na maioria dos homens pelos laços kármicos que os atraiem para o Mundo das Formas, após a alma haver satisfeito as suas necessidades nos Planos Astral e Mental, indo invadi-la o pensamento intenso de que aí já cumpriu o seu propósito e começa a conjecturar a possibilidade de entrar numa nova fase de existência.

É quando o seu corpo mental começa a dissolver-se no espaço ambiental e o Ser inicia um estado de sonolência que, ao mesmo tempo, leva-o a recolher-se ao Mundo Mental Superior ou Causal, indo desprender-se de vez do veículo mental inferior, o que equivale a uma terceira morte
Então o Ego vai adormecendo cada vez mais sobre si mesmo.

Ante a proximidade desse novo estado de sonolência a alma não experimenta qualquer sensação de dor ou incómodo, pelo contrário, invade-a uma espécie de satisfação e felicidade como se pressentisse algo que a irá renovar e realizar, pressentindo a proximidade de novas experiências que terá possibilidade de vivenciar numa nova existência.

De forma que ao terminar este ciclo neste plano Mental, o Ego acha-se livre de toda a peia passada, mesmo que as acções praticadas na vida anterior não se achem aniquiladas, pois que o registo dessas impressões (samskaras) contém-se no seu átomo-semente mental.

Se elas não existissem a Lei não determinaria nova encarnação, pelo que se encontram em estado latente formando a raiz do seu destino.


As sementes das tendências começam a germinar logo que o Ego se prepara para a próxima encarnação despendendo de si, dos seus átomos-sementes, as matérias mental, astral e física para a criação de uma nova personalidade que o revestirá.
É assim que a nova personalidade carrega consigo o fardo do passado.

As sementes provenientes da colheita do passado são chamadas de skandhas, “tendências”.

Logo que o Ego se apresenta no limiar dos Mundos Mental e Astral para uma nova encarnação, as skandhas fazem-se presentes para constituir o carácter dos novos veículos, ou seja, as qualidades materiais e as tendências psicomentais dessa nova personalidade.

O Ego envolve-se primeiro de matéria do Mundo Mental, em seguida de matéria do Mundo Emocional, e terá assim os novos veículos dessa natureza onde reaparecerão os interesses, emoções e apetites das suas vidas passadas. 
Essa matéria psicomental é atraída para o Ego automaticamente, e tal natureza irá reproduzir a que o homem possuía na sua última vida terrena.
É assim que ele irá reiniciar a sua vida material no ponto justo em que a deixou pela última vez.

De acordo com as suas necessidades e simpatias kármicas as quais ligam o passado ao futuro, ou sejam, as suas mesmas samskaras, o Ego naturalmente penetra na corrente que o conduz ao renascimento na família e ambiente adequados ao seu grau de evolução, mas que também lhe irão possibilitar as experiências necessárias à expiação dos dividendos passados. 
Isto explica porque numa alma sem karma o interesse por novas experiências humanas inexiste, e assim o Ego não é acometido de qualquer sono pré-reencarnatório, antes procura a absorção cada vez maior na Divindade de quem é Partícula ou Centelha um dia desprendida para se manifestar.

Em consequência desse encadeamento ao Mundo das Formas, o Ego vai submergindo-se num sono profundo – que se torna completo no momento em que se liga inteiramente ao novo corpo físico, o que sucede quando é cortado o “cordão umbilical” – indo assim “morrer” para o Mundo Espiritual no seu “descenso” a caminho do Mundo Material, onde finalmente reencarna.

O Ego Espiritual não fica enclausurado dentro da forma física, antes se manifesta pela alma nessa mesma forma, e tal “clausura” equivale a estar com a sua consciência inteiramente focada no Mundo das Formas, completamente abstraído do Mundo Espiritual que o envolve.

O sono do Ego regista-se nos recém-nascidos, que continuam sonolentos durante a infância – por isto os bebés dormem muito nos primeiros tempos, de noite e de dia, sendo menos o tempo de vigília que o de sono, por a sua consciência ainda estar muito ligada aos mundos espirituais onde passam a maior parte desse tempo – e aos poucos vão despertando para os factores externos, à medida que se desenvolve a inteligência da criança.


Um último tópico: a irrequietude da maioria das crianças é uma forma de despenderem ou largarem as energias do passado acompanhando as suas tendências psicomentais anteriores, assim ganhando novas energias e, por via dos novos interesses, novas tendências.

Quando a criança é inibida do descanso regular e das brincadeiras irrequietas pelos adultos, está-se forjando o seu futuro doentio, obeso ou esquálido, sempre centrípeto, o qual certamente ninguém lhe deve desejar.

Nisto, o papel dos pais e educadores é fundamental: à medida que os interesses da criança se manifestam, irem lhe dando educação primorosa, preferencialmente de natureza espiritual em conformidade às apetências e interesses da idade tenra, para que um dia sejam bons cidadãos, óptimos chefes de família e excelentes espiritualistas.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Fases da Morte- Parte 2 - Ressureiçao


RESSURREIÇÃO

O despertar post-mortem acontece com mais ou menos rapidez mas sempre com a maior das naturalidades como quem esteve dormindo um bom sono e agora desperta para um novo dia, para uma nova vida.

Excluindo apenas o corpo físico, o homem vê-se exactamente o mesmo de antes de morrer: a mesma inteligência, o mesmo carácter, as mesmas virtudes e os mesmos vícios continuarão a dominá-lo após a desencarnação.

As condições em que se acha após a morte são as que ele mesmo criou com os seus pensamentos e desejos ao longo da vida física.

Não há, para o homem que morre, nenhuma recompensa ou punição vinda do exterior.

O que há é simplesmente o resultado daquilo que fez, disse, sentiu e pensou quando vivia no Mundo Físico.

No Mundo Astral ele simplesmente colhe os frutos do que semeou na vida física, o que o dotará de consciência liberta e feliz ou, então, de consciência pesada e infeliz remoendo na culpa do que fez e não devia ter feito e… não mais pode remediar.

Eis aqui a razão oculta dos dogmas de inferno, purgatório e céu das religiões, e também da importância que estas têm junto das massas populares para as informarem e formarem, de acordo com as mentalidades afins, sobre a necessidade permanente de cultivar uma conduta humana digna para não sofrerem as consequências dos seus próprios actos post-mortem.

De maneira que a primeira fase post-mortem não apresenta ao homem nenhum aspecto novo e estranho, mas a mera continuação, em condições mais ou menos diferentes segundo a sua percepção das mesmas, da vida que levou no Mundo Físico.

Prova a veracidade desta afirmação o facto de que inúmeros recém-chegados ao Plano Astral, após a morte, não terem consciência de haver morrido, e mesmo se compreenderem o que lhes acaba de acontecer, geralmente não são capazes de perceber em quê o Mundo Astral difere do Mundo Físico.


Nesses casos, essas pessoas contrapõem de imediato o facto de estarem conscientes (o penso, logo existo, de Descartes), pensarem, sentirem e se moverem como uma prova absoluta de não terem morrido, independentemente do facto de durante a sua vida física terem ou não acreditado na imortalidade da alma.

Assim, à primeira vista quem entra no Mundo Astral pouca diferença nota do Mundo de que acaba de sair.

Sabe-se que cada partícula de matéria astral é atraída por outra de matéria física correspondente.

Portanto, se se imaginar o Mundo Físico totalmente suprimido, ficará a reprodução exacta do mesmo em matéria astral.

O homem que aí chega verá da mesma forma os objectos, muros, móveis, pessoas, etc., a que estava habituado, bem delineados nessa mesma matéria.

É verdade que se examinar com atenção os objectos, verificará que as suas partículas se acham em movimento, quando no Plano Físico esse movimento é imperceptível.

Verá, também, tudo envolto numa ligeira luz difusa, como se tudo estivesse mergulhado em leve neblina, correspondendo ao éter astral disperso no espaço ambiente.

Mas como a maioria não tem o hábito de analisar as coisas atentamente, o que acaba de morrer não aperceberá de imediato essa mudança. É por isto que muitos não acreditam ter morrido…

Mas pouco a pouco o homem compreende que alguma coisa nova aconteceu.

Verifica primeiro que, apesar de ver os seus amigos no Plano Físico, não consegue comunicar-se com eles, debalde todos os seus esforços.
Às vezes fala-lhes, e eles parecem não o ouvir.
Experimenta tocá-los, e eles parecem não o sentir.
Algumas vezes acredita estar sonhando, pois lhe é possível comunicar-se com os seus amigos quando eles estão dormindo.

Assim, gradualmente começa a compreender as diferenças entre a sua vida actual e a física anterior.


Uma das primeiras descobertas que mais o impressionam e maravilham é constatar ter desaparecido completamente de si toda a dor e toda a fadiga de carácter físico.

Percebe, depois, que os seus pensamentos e desejos se exprimem em formas visíveis, tanto mais claras quanto mais se vai integrando nessa nova vida.

Quem vive no corpo astral, depois da morte, é mais facilmente e mais profundamente influenciado pelos sentimentos dos seus amigos e inimigos do que quando se achava no Plano Físico.

Isto deve-se a já não possuir o corpo denso que lhe atenuava as percepções e fazia dele um ser mais activo e menos passivo ou receptivo.

Além disso, não vendo os seus amigos e inimigos como habitualmente antes, senão os seus corpos emocionais, conhece os seus sentimentos e as suas emoções pela visão directa desses mesmos corpos.

Mesmo que geralmente não seja capaz de conhecer os detalhes das suas vidas físicas, contudo é muito consciente dos sentimentos desses amigos ou inimigos, tais como o amor ou o ódio, a simpatia ou a antipatia, etc.

Daí o bem ou o mal que essa visão lhe pode causar.

Habitualmente, depois da morte o homem não vê a contraparte total dos objectos, mas apenas a porção que pertence ao subplano astral da sua afinidade ou simpatia aí onde se acha.

Neste caso, irá iniciar a aprendizagem de identificação dos objectos, experiência essa que ao início é vaga e indecisa por as antigas percepções físicas se sobreporem às da nova condição, perturbação temporária essa que certamente não afligirá quem estudou, durante a vida terrena, as condições bioplásticas da vida nos Planos subtis.

É assim que, a partir do subplano da sua simpatia ou afinidade, o homem inicia o desgaste da restante matéria astral dos subplanos imediatos até os superar e dar início à sua segunda morte, que é a de deixar o corpo astral para se integrar no Mundo Mental, o Céu, Paraíso, Devakan, Manas-Loka, Bardo, etc., das escrituras e religiões tradicionais.

A sua assunção a esse e permanência nele, antes de nova encarnação, varia de indivíduo para indivíduo de acordo com a sua anterior permanência no Astral e mérito de estar mais ou menos tempo no Mental.

Isso leva a concluir o seguinte: se bem que o fenómeno da morte física seja igual para todos, e a conquista da imortalidade, inclusive a física, tenha de passar pelo mesmo fenómeno, já a disposição psicomental de como se morre essa é que varia de pessoa para pessoa, indo determinar para onde se dirigirá sua Alma: se para mais perto da Humanidade por uma nova reencarnação, se para mais perto de Deus, do Logos Eterno.

«1.ª – Se a sua natureza humana não se transformou espiritualmente, permanecendo mental e emocionalmente pouco mais ou menos igual ao que era quando adentrou o escrínio da Obra, então após a morte física seguirá o rumo destinado a toda a Humanidade: deixará o suporte etérico do corpo físico e adentrará o Plano Astral envolvente do Globo constituindo o seu ambiente psíquico e só depois de purgar as consequências dos seus actos no Mundo anterior, mercê do mecanismo da consciência remoendo-se (donde o remorso) no sentimento de auto-culpabilização, adentrará o Plano Mental Concreto (da Terra), onde permanecerá até soar o momento de nova encarnação.

«2.ª – Se a sua natureza humana se transformou pelo menos um pouco espiritualmente, se foi sincero para consigo mesmo e o seu próximo, acaba por assumir a natureza duma Alma Real e ingressar em planos superiores de vibração.

Esta Alma Real, é muito natural que ao longo da sua vida física cometa estes ou aqueles desmandos (quem não os comete ?), mas que os sabe reconhecer após cometidos e logo após esforçar-se, num acto de boa vontade ou disposição interior, por não mais os repetir.

Seja como for, ficarão para sempre impressas nos seus registos akáshicos as impressões das suas boas e más e acções, que lhe irão alegrar ou afligir a consciência.

Por norma, as impressões positivas são mais que as negativas, mercê da sua noção da Lei e vivência em consonância com a mesma.

«Após ter reajustado a sua consciência kármica à nova condição, esta Alma Real anseia ainda mais Luz e Paz e gradualmente vai dando entrada num plano superior, onde permanecerá até próximo da sua nova encarnação.

Quando estiver nas proximidades de encarnar, liberta-se do seu corpo astral – que poderá ou não ficar aí como um “molde” de que o seu Mestre se servirá para comunicar com a sua Consciência encarnada; se não, dissolver-se-á lentamente nesse espaço ambiental, o que equivale, em termos simbólicos, a «queimar» o corpo astral – e vai para o plano relativo à materialização, onde reunirá a matéria mental necessária para criar novos corpos de manifestação, um corpo mental concreto, depois o emocional, a seguir o vital e, ao poucos, vai tomando forma na Face da Terra que ficará concluída no momento do nascimento.

sábado, 1 de outubro de 2016

Fases da Morte - Parte 1 - Morte fisica



Parte 1 - Morte fisica

Como o que encarna objectivamente é o quaternário inferior (Mental concreto emocional, Psíquico ou astral, Duplo etérico ou vital, Corpo físico denso), logo só esses quatro veículos ou princípios humanos estão sujeitos ao fenómeno da morte.

Morto o corpo físico, seguido da decomposição do duplo etérico, fica o homem, isto é, a consciência humana, habitando o corpo astral por um tempo mais ou menos largo, e após abandona-o penetra a Vida Mental, a qual também haverá de findar e suceder o mergulho da consciência humana num novo estado de beatitude espiritual, antes de nova encarnação.

No momento da morte a separação do homem do seu corpo físico não existe sofrimento ao contrário de alguns pensam.
O chamado “estertor mortal”, mais ou menos agitado, que sucede segundos antes, é o corpo a deixar de respirar (ou seja, o escoar definitivo do PRANA ou energia vital) , apagando-se a vida do corpo que termina o ciclo de animação.

De facto, se a morte é fruto da imprestabilidade ou desgaste definitivo do corpo físico aos demais veículos ou princípios, o Ser, cujas sensações se expressam pelo seu corpo emocional, só pode sentir-se aliviado ao deixar o corpo tornado inútil.

Esse alívio extraordinário acompanhado de uma sensação indescritível de leveza, todos o sentem, tal como todos, uns mais e outros menos, é bem verdade, já têm desde dias antes da desencarnação uma visão nítida do mundo espiritual e dos seus habitantes, principalmente daqueles mais chegados (por antigos laços de parentesco, por exemplo) ao ente prestes a partir, como eles também já partiram.

Com esses, apresentam-se igualmente os Auxiliares Espirituais que irão ajudar no processo da desencarnação.

Tais Auxiliares serão de escala evolutiva imediatamente superior à do agonizante, e se este tiver sido pessoa de parca evolução, consequentemente, os seus Assistentes espirituais igualmente não serão de grande evolução, mesmo que superior à sua.

Pelo contrário, o estudante de Sabedoria Divina, o Iniciado que desencarna tem sempre a apoiá-lo Seres de tal excelsitude que não raros clarividentes os confundem com o próprio Cristo, se for no Ocidente, ou então com o Buda ou com Krishna, se for no Oriente, tal a sua beleza e glória espiritual.

Outro conceito falso diz respeito à crença de que na morte todos ficam iguais.

Esta crença fere substancialmente a Lei do Karma ou da “Causa e Efeito”, que é uma Lei Universal, válida não- somente para os indivíduos encarnados mas também para todos os seres e coisas manifestados.

A desigualdade aparente no Mundo Físico, como todos a vemos, persiste no Mundo Astral e mesmo no Mental Concreto, e engana-se gravemente quem pensa que em se tirando a vida física dirimem-se os seus sofrimentos; quanto muito, consegue-se modificar a natureza deles.

Outra ideia falsa é pensar que a morte conduz indistintamente a consciência de todos a uma espécie de permanente sono calmo e sem sonhos ou com sonhos agradáveis.

Não, o que se semeou em vida física e ficou impresso na memória mental que sobrevive à morte cerebral, é que irá determinar a sua vida extra-física como um paraíso ou um inferno, rodeado por todas as imagens e pensamentos que criou, atraindo assim a beleza ou a fealdade de consciências afins.


Todas as tradições são unânimes: “Faz de tua vida um céu para não vires a sofrer na morte as penas do teu inferno”…

A aparência do homem em seu corpo astral, quase nada difere do que aparentava o seu corpo físico.

A maior diferença, inculcada pela sensação de leveza e liberdade post-mortem, faz-se sentir no aspecto da idade, pois por norma – exceptuando aqueles ferreamente agarrados à vida que findou, ficando assim enfeiados e envelhecidos, quando não mantendo a aparência dos seus últimos dias terrenos – a aparência que toma o corpo astral é a de ser um tanto mais jovem, a qual vai tomando o seu corpo fluídico à medida que se desprende do envoltório carnal.

O momento da morte, por mais rápido que ela ocorra, não é instantâneo, pois que há sempre um estado intermediário entre a vida e a morte, à semelhança daqueles breves instantes em que se passa do estado de vigília ao de sono; é como o apagar de um bico de gás em que, antes da completa extinção, a chama vai decrescendo…

Esse momento de transição mais que importante é crucial para o futuro espiritual do ser em trânsito.

Nesses breves instantes, mesmo que a morte seja rápida, o homem vê passar diante da sua consciência, com muitíssima maior nitidez que um filme de cinema, o panorama total da sua vida recém-concluída, até aos mínimos detalhes.

Os acontecimentos apresentam-se em ordem inversa, recuando desde esse momento derradeiro até à infância, assistindo ele a esse desenrolar dos factos como um observador imparcial e, nessa contemplação, analisa a série infinita de causas que o fizeram agir, sentir e pensar, desde o nascimento até à morte, e dessa retrospecção deduz a natureza da vida que terá na futura encarnação.

Tudo isso se passa nos breves instantes em que a chama da vida física vai se apagando… Tenha-se em mente que o factor Tempo como o conhecemos no Plano em que vivemos, não é idêntico ao dos demais Planos da Natureza: um segundo no Mundo Físico equivale a um minuto ou a uma hora no Astral, tal como um minuto ou uma hora parecem um ano ou um século no Mental.
Quem não terá, em poucos segundos de sono, sonhado o desenrolar de acontecimentos que, nesse estado, lhe pareceram durar várias horas ou muito mais?


As conclusões que o homem tira de tudo o que acabou de ver nesses derradeiros instantes é como se fosse uma visão do seu futuro, porque ela é verdadeiramente imparcial.

Nesse estado, o ser penetra no domínio completo das causas que gerou durante a vida.

Antes que se corte definitivamente o laço ou elo vital (o chamado “cordão prateado” que liga os corpos mental e astral ao físico por intermédio do etérico ) que o liga ao Mundo Físico, pode, por um supremo esforço de vontade, imprimir ao seu pensamento uma energia suficiente para determinar, desde esse momento, as condições em que virá a reencarnar.

Eis a importância crucial do último pensamento do moribundo, pois nele reside o seu bom ou mau futuro espiritual.

O ente prestes a entrar em trânsito deve visualizar aquilo tenha como sendo o mais belo e grandioso na sua concepção pessoal: o Cristo, o Buda, um Anjo de Glória, um Templo luminoso, uma Paisagem maravilhosa, etc., isto sempre de acordo com a natureza do implicado, e sempre com a firme certeza de que a seguir Deus virá operar o Milagre da Ressurreição pelo indiscutível apoio imediato dos seus Santos e Sábios Emissários.

Por tudo isso, é de importância capital para o discípulo que visa preparar nesta vida as suas condições futuras (para isso, mister se faz a convicção absoluta na doutrina do Karma, não de maneira cega mas esclarecida), organizar para si um ideal superior de ser, meditar constantemente sobre ele e vivê-lo o melhor que souber e puder, ou seja, capacitando-se a possuir as mais nobres qualidades morais e espirituais de sabedoria, bondade, tolerância, sacrifício, justiça, etc., para que, na hora fugaz da sua morte, possa o seu pensamento evocar esse ideal, modelando assim as condições favoráveis à sua futura encarnação.

Sendo de importância crucial esse momento de retrospecção em seu trânsito para a vida espiritual, necessitando o moribundo de toda a atenção e sossego para concentrar-se nos fenómenos que então se processam em si e em seu torno, torna-se evidente que um ambiente exterior sossegado, ausente de agitações emocionais, redundará em benefício enorme para ele.

As vibrações intensas dos choros e lamentações dos entes que o cercam, só podem prejudicá-lo afectando imenso o seu desprendimento corpóreo, principalmente se ainda for jovem cujos laços físicos rompidos são muito mais intensos que num idoso.

É, assim, prova de elevado nível de cultura espiritual quando a família do morto sabe conservar a devida calma diante do evento dessa natureza.

O costume de contratar “mulheres chorosas” ou “carpideiras” para assistir ao último suspiro do moribundo e ao seu enterro, cada uma caprichando mais que a outra no fingimento de manifestações sofríveis por quem nunca conheceram, é dos piores e mais desrespeitosos actos que se podem fazer por atingirem dolorosamente a alma que parte…


Não se deve comparar o momento da morte com o Dia do Juízo, embora o morto passe naqueles instantes por uma provação, que é justamente a de rememorar todos os seus actos.

Talvez seja um pequeno juízo, porque o Grande Dia do Juízo Final diz respeito exclusivamente a um certo momento da evolução da alma através da cadeia de mundos. Por isso é importante que as religiões dêem assistência moral ao moribundo, ajudando-o nesse instante crucial com preces elevadas.

Terminada essa fase de retrospecção, o homem entra num estado semiconsciente que corresponde à sua transição através do corpo etérico que deixa para trás ao mesmo tempo que o cordão da alma recua consigo até ao chakra umbilical do corpo astral, assim terminando a vida física, tornando-se o PRANA, “vida”, a APANA, “não-vida”.

Com a saída da alma do corpo físico e deixando para trás o corpo etérico este fica ligado àquele, por ser o seu verdadeiro molde físico, mas já não o interpenetra, simplesmente fica flutuando sobre o cadáver, desagregando-se sincronicamente com o veículo físico.

Por isso o cemitério apresenta o desagradável espectáculo dos corpos em decomposição com os seus moldes etéricos flutuando sobre eles como farrapos…

Isso leva à questão higiénica da cremação dos corpos advogada por muitos, principalmente no Oriente.

Contudo e atendendo a que o processo de retrospecção e trânsito varia de alma para alma consoante a evolução alcançada, logo, sendo mais ou menos rápida a integração nos corpos superiores, deve-se ter muito cuidado em não queimar ou embalsamar o corpo antes de passarem, no mínimo, três dias depois da morte.

Há aqueles que fazem a retrospecção e depois mantêm-se aferrados à vida que terminou, assim permanecendo no corpo etérico, e por repercussão acabarão sentindo os efeitos cirúrgicos de qualquer exame médico post-mortem ou ferimento provocado no corpo físico inerte.

De maneira que, não é demais repetir, é aconselhável deixarem-se passar três dias antes de proceder a qualquer cremação, embalsamamento e até enterramento, como também a alguma autópsia.

Muitos que passaram pelo fenómeno cataléptico da “morte temporária”, dizem que nesse estado “penetraram num túnel luminoso ao fundo do qual havia gente ou paisagem, ou ambas as coisas”.


Isso é fácil de explicar: Trata-se da abertura da visão suprafísica pela dilatação do chakra frontal, sem a ingerência das sensações físicas, dando-lhe assim o primeiro vislumbre do panorama do Plano imediato, o Astral.
Quem, acaso, antes de adormecer nunca apercebeu um foco ou uma esfera luminosa na região frontal?…

Separado definitivamente do corpo denso, como disse, em geral o duplo etérico fica flutuando como uma nuvem violeta sobre o cadáver, constituindo aquilo que geralmente se chama de espectro. Então a consciência penetra num estado de sono, que perdura até se desprender completamente do mesmo duplo etérico, que vai de minutos a horas até dias e mesmo semanas, dependendo esse prazo da evolução consciencial alcançada pelo falecido.

Para todos os efeitos, deve-se respeitar os três dias já assinalados… pois que desses em diante as condições para a execução das exéquias fúnebres entram em fase de degradação em qualquer sentido, e se acaso a alma permanecer ligada ao corpo morto através do duplo etérico em desagregação, então é sinal claro da sua parca evolução e farto karma, e tal será o seu castigo.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Os Sintomas da Morte



 Os Sintomas da Morte 
segundo a Tradição Tibetana

Os sintomas principais da morte que devem ser vivenciados em vida para na hora da morte eles serem reconhecidos, enfrentados e aceites são:

1) A terra a desaparecer na água. 
     Fisicamente é uma sensação de pressão.
    O elemento Terra, de cor amarela, dissolve o elemento água.  
    A pessoa que está morrendo, simultaneamente, vê amarelo e se sente fraco e incapaz de suportar, como se tudo à sua volta estivesse se desmoronando.

2) A água a desaparecer no fogo
    Sensação fisica de frio húmido como se estivessemos imersos em água, que gradualmente entra num calor fervente.
    O elemento de água dissolva o elemento fogo. 
    Interiormente a pessoa a morrer vê branco e exteriormente, tudo à sua volta parace inundado em água. 
    Neste ponto, a face e a garganta secam e surge uma grande sede. 

3) O fogo desaparecendo no ar. 
    Como se o corpo explodisse em pedaços, em átomos pelo universo. 
    Completa dispersão da individualidade e quebra da unidade corporal.
    O elemento do fogo dissolve-se no elemento ar. Interiormente a pessoa a morrer vê  vermelho enquanto exteriormente tudo está em fogo. 
     A pessoa sente uma sensação de ardor como se o calor do corpo se dissipasse. 

4)  O elemento de ar dissolve-se em elemento de espaço ou éter. 
     A pessoa que está morrendo, interiormente vê verde e exteriormente à sua volta, tudo anda num grande vendaval e ouvem-se grandes trovões. 

5) O éter se dissolve na consciência.
   Os fenômenos tornam-se escuros e momentaneamente a consciência se perde, como num desmaio.  

Estes sintomas são acompanhados por perda de controle no corpo, dos músculos, da audição, da visão, com a respiração a tornar-se convulsiva momentos antes da quebra de consciência, o chamado estertor da morte.


No momento da morte ocorrem sinais externos e internos de dissoluções de energia.

Primeiro dissolve-se o elemento terra no elemento água.
O sinal externo é que se perde a capacidade de mover os braços ou controlar o corpo e há uma aparência de relaxamento total. Há uma sensação como se o corpo se estivesse afundando na terra.
O sinal interno é uma visão tendo uma qualidade tipo miragem.

Em seguida, o elemento água dissolve-se no elemento fogo.
O sinal externo é a secura da boca, do nariz e da língua.
O sinal interno é uma visão como de uma fumaça.

Depois o elemento fogo dissolve-se no elemento ar.
O sinal externo é que o calor do corpo começa a baixar, a partir das extremidades em direção ao coração.
O sinal interno é uma visão como a de ver faíscas, ou de ver um aglomerado de pirilampos.

Em seguida o elemento ar do pensamento conceitual dissolve-se em mente.
Aqui dissolvem as energias vitais que suportam o pensamento conceitual em consciência.
O sinal externo é que uma respiração longa é exalada, e o corpo parece incapaz de inalar. Mesmo se consegue inalar, o faz muito superficialmente.
O sinal interno é uma visão de uma luz que se assemelha à luz de uma lamparina de manteiga que não se mexe com o vento em movimento.



Depois ocorre o primeiro vazio, conhecido simplesmente como "vazio".
Esta é a experiência da visão conhecida como "aparência".
O sinal interno é de brancura, como ver o luar em um céu sem nuvens.

A consciência de "aparência" então se dissolve no segundo vazio, conhecido como "muito vazio."
Esta é a experiência da visão conhecida como "proximidade".
A visão interior é de uma luz vermelha amarelada, como o de luz ao amanhecer.

Isto se dissolve para o terceiro vazio, "o grande vazio," que está ligado á experiência da visão conhecida como "próxima realização."
A visão interna é de total escuridão, como o de um céu noturno permeado por trevas espessas.
A pessoa tem uma sensação de desmaio e perde a consciência.

Depois a pessoa emerge da escuridão e do estado de inconsciencia e surge a experiência de "vazio absoluto", também denominado de " Clara luz".
A visão é de uma cor como resultante da mistura das luzes do sol e da lua num céu livre de toda a escuridão, como o céu claro ao amanhecer.


Pessoas comuns podem ficar com esta consciência de luz clara apenas por uma mera fração de segundo antes de seus instintos cármicos e o dessassossego psicológico os puxar para longe dela.

O yogi aprende a manter-se nela por um período prolongado de tempo.


QUADRO DAS DISSOLUÇÕES DE ENERGIA NA MORTE

As 4 Dissoluções elementais

Dissolução               Sinal externo                           Sinal interior

Terra na água        corpo perde força                   como ver uma miragem 
Água no fogo       secura, lingua  enrugada          como fumaça
Fogo no ar       temperatura do corpo baixa     como pirilampos a piscar
Ar na mente        longa expiração     como a luz imóvel de uma lamparina

As 4 Dissoluções do ‘vazio’

Nome                                                           Sinal interior

1º vazio, aparência                                   flash de luz branca
2º vazio, proximidade                              flash de luz vermelha 
3º vazio, realização                                  total escuridão
4º vazio, Clara Luz da morte                       Clara Luz