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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ritual Elu Cohen


Um resumo de um ritual Elu Cohen 
da Ordem Martinista 
       segundo Martines de Pascually 


Antes do ritual os participante jejuava durante onze horas. 

O jejum era um costume estabelecido em rituais mágicos e, segundo Pasqually, ajudava a liberar a alma e lhe permitia se comunicar com o "centro da verdade". 

A época em que a cerimônia aconteceria era guiada através de considerações celestiais, já que Pasqually acreditava em um tipo de astrologia idissiocrática. 

"Os corpos do universo" declarou, "são todos os órgãos vitais da vida eterna."

Peculiarmente influente era a Lua, devido a sua proximidade, e o Sol, porque a vida na Terra era dependente de sua luz. 

Logo, Pasqually escolheu os equinócios para seus rituais mais importantes, e também considerou a Lua crescente como uma influência propícia. 

Estas condições animavam os espíritos bons cujo apoio era necessário para os funcionamentos teurgicos. 

Devia-se evitar, a todo custo, as influências demoníacas e as más inteligências que povoam o domínio astral. 

O mais simples ritual era a "invocação diária", na qual o adepto teria que traçar um círculo no solo, e no centro deste, colocaria uma vela e escreveria a letra W. 

Então ele se coloria de pé no círculo e sustentava uma luz para ler sua invocação que dizia: "Oh Kadoz, Oh Kadoz, quem permitirá que eu retorne a ser o que era originalmente, uma chispa da criação divina? Quem permitirá que me converta em virtude e eterno poder espiritual...?"

Os rituais mais importantes, porém, tomaram a forma de uma série de invocações que eram desenvolvidas ao longo de três dias consecutivos, que deveriam ser entre a Lua nova e o fim do primeiro trimestre do ano. 

Os detalhes do ritual, como o traçado no solo dentro do qual o adepto operava, eram mudados periodicamente na medida em que Pasqually revisava constantemente os procedimentos e introduzia novos. 

Uma característica muito constante, porém, era que o ritual produzia um aroma caracteristico durante a cerimônia. 

O adepto levava um prato de cerâmica pequeno que continha carvão em brasa, no qual ele espargiria periodicamente uma mistura que continha os seguintes ingredientes: açafrão, incenso, enxofre, sementes de papoula branca e negra, cravos de cheiro, canela branca, mastic (ou miski), sandaraca, noz-moscada e esporos agáricos.

As vestes levadas pelo operador provavelmente também eram simbolicas.

O blusão, calça e meias eram negras. 
Em cima deles,  ele levava uma túnica branca e larga com bordas vermelhas, e em cima disso uma fita azul era pendurada, uma cinta negra, uma faixa vermelha e uma faixa verde. 

Como um exemplo do procedimento levado a cabo pelo adepto sobre os três dias, o que se segue é um esboço do método prescrito por Pasqually em 1768.

Todas as manhãs o adepto iniciava seu dia lendo o ofício do Espírito Santo e quando bastava, ele entrava na privacidade de seu quarto aproximadamente às dez horas. 

Ali, lia alguns salmos e litanias de um devocionário e, tendo feito isso, ele estava pronto para delinear o traço cerimonial no solo com um giz. 

No lado oriental do quarto, traçava um segmento de um quarto (1/4) aproximadamente com o ponto defronte ao ocidente, e então desenhava uma linha através do segmento que formava um triângulo isósceles com os dois raios. 

No triângulo era desenhado um pequeno círculo dividido por uma cruz. 

Então no lado ocidental do quarto desenhava um círculo maior conhecido como "o círculo do refúgio" que estava separado a dois pés do ponto do segmento.

Neste círculo ele desenhava as importantes letras LAB e ao longo do ramo ocidental da cruz no círculo pequeno ele colocaria as letras RAP. Isto completava o traçado.

O operador então colocava oito velas no traçado: três nos pontos do triângulo, uma ao lado das letras RAP, duas em cada extremo do arco do segmento, uma ao centro da base do triângulo e uma ao centro do círculo do refúgio. 


Ele também escrevia outros nomes místicos.

O adepto então estava pronto para a operação que teria que começar precisamente à meia-noite. 


Quando os dozes toques do sino começavam, ele retirava seus sapatos, removia a vela do círculo do refúgio, acendia ela fora do círculo, disposta a sua direita. 

Em seguida, inclinava-se no círculo, com seu rosto contra o chão, sua testa descansando em seus dois punhos.

Permanecendo durante seis minutos nesta posição, ele se colocava de pé e acendia as velas no segmento. 

Estas que ele reconstruiu para que a que estava ao lado das letras RAP e a da base do triângulo seriam colocadas fora e em situação oposta ao centro do arco.

Então ele se ajoelhava no segmento, joelho direito na terra e as mãos no solo para que as pontas dos dedos indicadores fossem formar juntos num ângulo reto. 

Permanecendo nesta posição, cada um dos nomes inscritos no desenho era repetido e fixava-os na seguinte fórmula que ele recitava três vezes por cada nome: "In quali die… invocavero te, velociter exaudi me." 

Ele então pedia a Deus que lhe concedesse a graça que ele desejava, "um coração sincero, verdadeiramente arrependido e humilde." 

Tomando o prato que continha carvão em brasa, ele atirava diante dele um pouco da mistura aromática e executava uma volta no segmento. 

Finalmente se sentava com o prato, no círculo de refúgio e então um período de meditação era estabelecido.

Presumia-se que o adepto deixava o círculo somente entre 1:30 e 2:00 da madrugada na primeira noite. 

Quando terminava, apagava todas as figuras traçadas no chão e repetia as invocações e sinais que havia efetuado, os quais representavam os anjos bons e degredando as fórmulas para as representações do mal. 

Quando todos os traços fossem apagados, retirava-se para seu leito. 

O exílio dos espíritos maus e a invocação dos bons era uma parte importante dos rituais de Pasqually. 


Outra cerimônia, chamada de "o Trabalho do Equinócio", incluía o seguinte discurso aos anjos maus:

"Eu conjuro-te, Satanás, Beelzebub, Baran, Leviatã: todos vós, terríveis seres, seres de iniqüidade, confusão e abominação, escutem minha voz e tremam ao meu mando; vós todos, os grandes e poderosos demônios das quatro regiões universais e todas as regiões demoníacas, espíritos sutis de confusão, horror e perseguição, escutem minha voz e tremam quando esta soar entre vós e durante suas operações malditas; eu vos ordeno através daquele que profere morte eterna a vós todos."

Há então, em seguida, uma pronunciação a cada um dos quatro demônios principais mencionados, começando com Satanás. 

"Em ti, Satanás, eu imponho excomunhão, ato-te e delimito-te a tua espantosa região em nome do Altíssimo, Deus, o Vingador Eterno e Recompensador..." 

Em seguida, uma invocação aos anjos bons era realizada. 

Tudo isto ocorria dentro de um esquema similar ao que já era utilizado para a cerimônia descrita. 

Nenhum destes rituais, no entanto, tinha o principal objetivo de chamar espíritos particulares e especiais. 

O objetivo principal era de uma ordem maior, a saber, a comunicação com o que Pasqually chamou de "A Causa Ativa e Inteligente". 

"Por isso", diz A. E. Waite, "a escola de Martinez de Pasqually põe-se totalmente fora dos limites estreitos e motivos sórdidos da magia cerimonial."

A aptidão nestas cerimônias não era o único elemento exigido do Eleito Cohen. 
Também era exigido seguir certas normas de conduta. 

Por exemplo, sempre era proibido consumir sangue, rins ou gordura de qualquer animal ou comer a carne de pombos domésticos.

Não era permitido, exceto com moderação, agradar os sentidos e deveria evitar a fornicação

segunda-feira, 5 de março de 2012

Martines de Pascually e a Ordem dos Elu Cohen



Martines de Pascually

Sua vida e possiveis origens

Jacques de Livron Joachin de la Tour de la Casa Martinez de Pasqually (Grenoble, França, 1727 ??? - Santo Domingo, 1774) foi um grande vulto na Espiritualidade na Europa.
Diz-se sem comprovativos que seria de origem ibérica e judaica (alguns como Manuel Gandra falam mesmo em Portugal) , pai "Messire de la Tour de la Case’ era espanhol de Alicante nascido em 1671, a mãe, fala-se numa demoiselle Suzanne Dumas de Rainau, avós de origem portuguesa?
Sabe-se que esteve em Timor.
Escreveu sempre Don com ‘n’ o que poderia indicar origem espanhola, apenas antes de morrer escreveu Dom.
Pascually falava bem francês mas escrevia mal enquanto seu filho era fluente em espanhol. Existe um certificado de nascimento que comprova o baptismo do seu filho o que não abona em ser judeu.
Mas nada se sabe ao certo, fica a incógnita.



Transmissores de Conhecimento


Quanto a antecessores que lhe tivessem transmitido o seu Saber diz-se que seu ‘pai’ espiritual tinha uma patente maçonica emitida pelo Grão Mestre da Loja Stuart em Inglaterra com data de 30 de maio de 1738, outorgando-lhe o cargo de Grão-Mestre Delegado, com autoridade para levantar templos para o Grande Arquiteto do Universo, e para transmitir a Carta Patente a seu filho mais velho.

A patente e os poderes foram transmitidos depois de sua morte a seu ‘filho’ espiritual Martinez de Pasqually que contava então com a idade de 28 anos.

Fala-se num contacto e possivel iniciação com o mistico sueco Emmanuel Swendenborg ligado á loja maçonica de Inglaterra .

Fala-se também numa transmissão desde Cornelius Agrippa passando pelos Rosa Cruz e Jacob Boehme.

Costuma dizer-se que Martinez pôs em prática o que Boehme teorizou .
Fala-se até numa influência pelos Cátaros
(o selo de Pascually em 4 é identico ao encontrado nas grutas cátaras e pelos grupos que se reclamam de origem cátara).

Selos cátaros




Assinatura de Pascually



Sua Doutrina Espirtual


A doutrina base de Martines expressa no seu livro A Reintegração dos Seres é a seguinte:

Deus, a Unidade primordial, deu o livre arbítrio aos seres humanos "emanandos" Dele, mas Lúcifer, que queria exercer a potência criativa em si, foi vítima desse ‘erro’ e arrastou consigo outros espiritos em sua queda, ficando trancado com eles em uma área destinada por Deus para ser sua prisão.

Em seguida, a Divindade criou o Homem Adão, corpo glorioso andrógino e dotado de imensos poderes, para manter os rebeldes e trabalhar no sentido de seu arrependimento.

Adão prevarica por sua vez e arrasta a matéria em sua queda , ele está agora bloqueado na matéria , tornou-se fisicamente mortal, e só tem como solução tentar salvar=espiritualizar a matéria e ele próprio.

Isso pode ser feito com a ajuda de Cristo, pela perfeição interior, mas sobretudo por operações teúrgicas que Martines ensina aos homens de desejo que que considera dignos de sua iniciação: com um ritual minucioso , essas operações permitiam ao discípulo de contactar com entidades angelicais que se manifestam na sala de operações sob a forma de "sinais" ou simbolos, geralmente luminosos, que representam personagens ou hieróglifos, sinais dos espíritos invocados pelo operador e que lhe mostram se está ou não no caminho certo para a Reintegração.

Expressa em 3 pontos chave :

1) A queda é universal para todos não só para o homem.
2) O homem é o agente da reintegração de tudo caido.
3) O ser perverso, o mal será reintegrado pelo amor .

O estado de Cristo é um estado acessivel a toda alma humana.
Cada um de nós pode se elevar a Cristo.
Submetendo a nossa vontade á Dele nós entraremos como ele na união eterna de Deus.
Nos tornaremos um como Deus é um.
É pela resignação consciente aos ‘males trazidos pelo destino‘ que o homem chega a este estagio, poderosamente ajudado, pelas operaçoes magicas que permitem a assistencia objectiva de um guia vindo do mundo espiritual .


Existem pois 2 partes na doutrina de Pascually , uma interior, especulativa espiritual onde se ligam as tradições antigas e outra exterior, prática operativa= teurgica , com base nas hierarquias de virtudes, de potencias ou escadas entre o homem e Deus

Sua acção como Fundador de Ordens Iniciáticas

Assinatura de Pascually


Foi fundador de uma ordem não maçônica em 1761, mas composta exclusivamente por maçons, a "Ordem dos Cavaleiros Elus Cohen do Universo - Ordem dos Cavaleiros Maçons, Sacerdotes Eleitos do Universo". (Cohen quer dizer Sacerdote - do hebraico: Pastor) sendo as Operações práticas apenas acessiveis aos iniciados.

Graus da Ordem :
Graus Parvis --- Aprendiz , Companheiro , Mestre = Maçonaria Azul.

Graus Porche --- Aprendiz Cohen,Companheiro Cohen,Mestre Cohen = Maçonaria Negra

Graus do Templo --- Mestre Elu-Cohen, Grande Mestre Arquitecto, Grande Eleito de Zorobabel = Maçonaria Vermelha.

Graus Reau Croix – Soberano do Santuário , Soberano Juiz, Grande Mestre Reau Croix.


A Classe do Parvis confere um ensinamento moral e sociológico.
A Classe do Porche confere um ensinamento teórico sobre a Cabala, a Gnose e a doutrina particular da Ordem.
A Classe do Templo confere um ensinamento prático sobre os deveres sacerdotais menores.
A Classe do Reaux Croix confere os supremos arcanos e a chave activa desses arcanos nas 4 classes anteriores assim como os deveres sacerdotais superiores.


Seus Seguidores

Selo de Pascually


Foi Mestre de Louis-Claude de Saint-Martin et de Jean-Baptiste Willermoz.

Saint-Martin que foi secretário de Pascually substituindo o Abade Fournié , afastou-se do Mestre mais tarde por considerar as suas praticas teurgicas cerimoniais como perigosas , chegou a perguntar ao Mestre se ‘é preciso tantos rituais para falar com Deus? ‘ e criou o movimento Martinista que segue uma via não-teúrgica chamada via do coração ou Interior.
A actual corrente dita Martinista , se bem que reinvindicando filiação a Pascually não tem qualquer relação com a sua doutrina básicamente teúrgica.

O seu discipulo Willermoz a quem iniciou também se desviou após a sua morte da sua teurgia base e derivou mais para concepções relacionadas com diversas maçonarias.
A troca de cartas entre Mestre e aluno revelam ao detalhe as instruções teúrgicas dadas a Willermoz para sua instrução e prática e diz-se que apenas 13 anos após a morte do Mestre o seu aluno conseguiu alguns dos resultados práticos de visualizações e contacto celeste com a ‘Coisa’ que o seu Mestre realizava já no seu dia a dia.




Suas Práticas Teurgicas



Os seus rituais têm 2 pontos chave :

1) Circulos mágicos , baseado na teoria da ‘figuração’ (como local ou dominio hiperfisico onde se desenrola a Operação) , não como na teoria de ‘protecção’ da magia comum.
Representam ‘cápsulas’ , espaços imaginais onde o Operador pode actuar ‘dentro de’ e ‘sobre o’.

Martinez começa as Operações com 1 quadrante a este (local das "aparições" onde se manifesta a Presença de Deus) para a Operação e um circulo de ‘retiro’ a oeste separados de 2 pés.


Passados uns anos e em graus mais elevados , passa a existir um circulo ao centro, sem o circulo a oeste de retiro mas continua o quadrante operacional a este.

Esta mudança, significava que o caminho se fazia com o 1º método e que o Caminhante ao chegar a niveis mais elevados da sua Reintegração e de contacto com Entidades Celestes tinha de mudar de ‘estratégia’ , ‘mentalidade’ pois quando se chega ao fim do caminho ou Castelo interior a atitude não pode ser a mesma que quando ainda se caminhava apenas para lá.


2) Luminárias ou velas de cera que representam não meros elementos decorativos mas essencialmente são ‘atractores e condensadores’ das Entidades invisiveis a invocar na Operação.Condensam a presença das Entidades invocadas, servem para as fixar no local de Operação.
Ao acender ‘coagulam’ = condensam = atraem as Entidades, ao estar acesas dissociam =‘solvem’ = emitem ondas luminosas que o Teurgo visualiza e que são manifestadas pelas Entidades invocadas.
Nas suas instruções a Willermoz ele explica todo o ritual teurgico a seguir pelos alunos desde a restrição na alimentação, a importancia das velas (fundamental para ele) , a roupa a usar, as prosternaçoes a fazer e como , o que dizer, acentuando o Miserei Me de pé ao centro virado a nascente e o De Profundis de joelho e cara no chão.

Durante a Operação o Operador vai anotar imagens luminosas, ‘passes’ que lhe surjam e procurar o que significam em relação àquilo que pediu ou invocou, para isso existia uma tabela de equivalencias simbólicas sobre os inúmeros tipos de ‘passes’ , imagens e hieroglifos que podiam surgir.



As técnicas dos Elus-Cohen de Martinez de Pasqually comportam três elementos distintos:

a) Dos Exorcismos, destinadas a jugular a ação demoníaca do seio do Cosmo, e a entravar sua ação sobre os homens, a romper seu poder sobre o Operador e seus discípulos, a obter o fim ou a limitação de certos flagelos, a aniquilar as Operações de Magia Negra;

b) Das Conjurações, destinadas a estabelecer um contato com o Mundo Angélico e com a Comunhão dos Santos; Nestes últimos, o Operador escolhe "patronos" particulares, e no Mundo Angélico, Guardiães e Guias. Conforme suas Ordenações sucessivas, o Cohen toma pouco a pouco contato com as Hierarquias cada vez mais elevadas.
O primeiro sendo o dos apelos, para usar de um exemplo utilizado pelo próprio Pasqually, destinados a permitir ascender a Seres crescentemente mais elevados.

c) Das Preces, dirigidas a Deus, as três Pessoas da Santíssima Trindade, destinadas a obter Sua Graça e Sua Misericórdia, visando a Reintegração.
Elas são integradas nos rituais conjuratórios, que precedem, as quais são destinadas a canalizá-las e ampliá-las.


O conjunto constitui o que Pasqually nomeava o "culto", sendo, portanto, uma liturgia.

As Operações do Martinezismo são paralelas às cerimonias religiosas da Igreja por possuírem os mesmos objetivos.

O conjunto deste "culto" compreende dez tipos de Operações:

1) Culto de Expiação: O Homem manifesta seu arrependimento, tanto de suas próprias faltas, quanto da Queda do Protótipo inicial, o Adão Primordial, córrego do coro das Almas Preexistentes. Derivando uma ascese e um ritual penitencial. (Sephira: Malkut) .

2) Culto da Graça Particular geral: Operações destinadas a substituir o conjunto da Humanidade terrestre do momento, e fazê-la participar dos frutos da Operação individual. (Sephira: Yesod).

3) Culto de Operação contra os Demônios: Em torno da degradação inicial, no princípio dos tempos, estes tendem a manter e agravar seu jugo sobre a Humanidade total. Pelos Exorcismos (as célebres Operações de equinócio), o Cohen os combate e os lança fora da aura terrestre. (Sephira: Hod).

4) Culto de Prevaricação e de Conservação: Continuação do precedente. Esta Operação consiste em combater e punir os seguidores da magia negra, da feitiçaria, e, sobretudo, castigar os Espíritos Decaídos que são seus colaboradores. (Sephira: Netzah).

5) Culto contra a Guerra: O homicídio é o maior dos crimes, o homicídio coletivo é evidentemente o mais grave. O Cohen luta contra as Potências da Raiva entre as Nações e tenta detonar sua ação. Em caso de impossibilidade, utiliza os recursos de sua Teurgia na defesa da parte injustamente agredida, ou na qual representa indiscutivelmente o direito moral superior, fora de qualquer interesse político ou material. (Sephira: Tiphereth).

6) Culto de Oposição aos Inimigos da Lei Divina: Operação teúrgica objetivando lutar contra as ações humanas difusoras do ateísmo, satanismo, luciferismo, sob a forma igualmente humana. (livros, revistas, propaganda, seitas, etc...). (Sephira: Geburah).

7) Culto para obter a descida do Espírito-Santo: Operação visando a infusão do Espírito-Santo e de seus Dons. É mais especificamente a "Via Interior", estudada nestas páginas, a Alquimia Espiritual. (Sephira: Hesed).

8) Culto de fortalecimento da Fé e da Perseverança na Virtude Espiritual divina: Operação visando a compreensão dos Mistérios Divinos, compreensão permitindo ao Emule de afirmar sua fé de maneira absoluta e definitiva. (Sephira: Binah).

9) Culto para a fixação do Espírito Conciliador Divino em Si: É a recepção total do Espírito-Santo, a descida "das línguas de fogo do Pentecostes", a iluminação final, com os privilégios que ela comporta. Podemos lhe aplicar as palavras do sacramentário católico romano, na sagração de bispo: "Dai-lhe, Senhor, de ser o artesão da Reconciliação, em palavras e obras, pela potência dos Signos e dos prodígios...". ( Sephira : Hocmah)

10) Culto de Consagração anual de todas as Operações ao Criador: Esta parte compreende o conjunto das consagrações, benções, etc... Pelas quais o Operador tenta sacralizar o conjunto das ações humanas suscetíveis de ser [consagrados].
Em virtude do princípio mesmo da Reintegração Universal, todo acto deve ser inserido em um quadro visando precisamente este objetivo.
Daí a benção dos frutos da terra, das colheitas, dos animais domésticos, dos ritos religiosos ou iniciáticos, a constituição dos sacramentários, etc...


A Teurgia de Pascually não era exorcista mas evocacionista, sem outro interesse senão a comunicação com as Entidades Divinas mais elevadas para a Reintegração do Homem e do Cosmos.

O objetivo das Operações do culto é permitir ao homem fazer duas coisas:

a) para o homem Individual reintegrar o Homem Arquétipo;

Para isso se recomenda um regime material (purificação da Aura material humana por meio da abstinência de certos elementos nutricionais que são demasiado grosseiros ou animais), e um regime moral (purificação da Aura espiritual humana através da rejeição de deficiências morais e éticas e como tal para o desaparecimento de hábitos nocivos, etc.)

b) para o Homem Arquétipo (uma vez restaurado) recuperar o reino do qual as Entidades caídas o tinha tirado (fazendo-o cair por culpa própria), e retomar a posse de sua primeira "natureza gloriosa".

Para isto se convoca uma batalha, uma luta muito real contra as Entidades maléficas rivais, por meio de operações teúrgicas com apoio das Entidades Celestes.
A precisão da cerimônia teurgica não é suficiente por si só e requer uma conduta correta da vida, precisamos de uma preparação espiritual feita pela oração , retiro, jejum e meditação.

A Ordem dos Elu Cohen tem como objectivo essencial práticas cerimoniais pela aplicação de técnicas teurgicas e a meta da Reintegração das almas.

Práticas teúrgicas são divididas em três partes:

a) Concentração individual permanente, com rituais operativos periódicos, meditações com base em orações integradas e dinamizadas num quadro teurgico e operativo.
Orações a Deus e destinadas a obter a Sua Graça e Misericordia com vista á Reintegração Divina.

b) Exorcismos individuais, destinados a reduzir a acção das forças demoníacas no cosmos, para impedir sua ação sobre os Homens, para quebrar o seu poder sobre o teurgo, para obter o fim ou a limitação de certos males, para destruir as operações de magia negra, e que visa a purificação da Aura terrestre e da humanidade, a luta contra os flagelos que assolam a humanidade : materialismo, epidemias, as guerras, etc ...

c) Ações teúrgicas de Alta Magia, incluindo as conjurações destinadas a estabelecer contato com o mundo Angelical e Arcanjos Celestes.
Então, á medida da sua evolução teurgica, o teurgo gradualmente toma contato com Espíritos Celestes cada vez mais elevados sendo esse o caminho a percorrer.



É necessário ter as qualidades seguintes para praticar a Teurgia :

1°) viver sobriamente sem para isso se estar a privar das coisas necessárias para a vida e a saúde.

2°) ter uma conduta ética e moral e costumes humildes , sem recusar os prazeres lícitos, ou seja, que suavizam o corpo e o espírito.

3°) é necessário vencer as paixões absolutamente e corrigir os defeitos e vicios , e procurar a Deus em todas as accçoes diárias ; ter sempre a ideia de Deus no pensamento.

Por este meio estamos continuamente com Deus e Deus connosco.

Eis em poucas palavras o grande segredo dos Sábios revelado.

Os defeitos, as paixões, são obstáculos absolutamente contrários à aquisição da Sabedoria, pelos quais se distingue o erro da verdade.

Com a morte de Pascually perdeu-se a sua escola na sua face ‘visivel’ , ficou o seu ensinamento usado parcialmente aqui e ali por diversos grupos que a ele se pretendem reinvindicar principalmente o Rito Maçonico Escoces Rectificado –RER e diversos grupos Martinistas.